Que é que tu fazes aí parado que não está amando?
E nem por que pode amar?
Cadê os pombos?A luz do dia?
Cadê tua última conclusão? Como se fosse tua...
Amor, amor, amor ( como na canção) é que ousas falar...
Mas cadê o mar?
E onda molhando o tempo que dissolve na boca...?
Já sei: arranca tua língua e bate nos outros como para espantar a dor e o medo...
E o prazer, cadê?
Mais foges, mais queres
Mais te guardas pra nada.
E no agora mais tarde ficará...
E de que adianta vangloriar-se das mágoas do teu tempo de aço?
Esqueça, tu nem mesmo sabes dançar,
-E se cantasse?!
... talvez, não sei, quem sabe?
2 comentários:
A vida é movimento, seja na dança, na música ou, até mesmo, na vida. O que está parado não vive? e as plantas?
Elas pelo menos crescem.
Dependendo do referencial, nada está parado. Mas se você é um daqueles que considera o nada - como Lewis Carrol, por exemplo -, então o nada já é algo a ficar parado; ou não!
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