sábado, 27 de setembro de 2008

Pequeno sonho

O sacerdote disse:

"A borboleta acordou-se do sonho metade homem, metade vaca... e achou que seria famosa por isso".

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

O viajante

Antes de vir para este planeta, deparei-me com outro, um tanto cinzento e de clima confortável; pequeno. Era habitado por seres evoluídos, de estranhas formas. Procurei, como todo bom alienígena, saber quem era o líder ou líderes - sei lá, nunca se sabe. O fato é que perguntei: "Quem entre vocês é o líder?", e um mais curioso respondeu: "Não temos líderes!", "Mas como?" perguntei. "Aqui todos nós mandamos e todos nós obedecemos" respondeu o anfitrião.
Fiquei intrigado e ao mesmo tempo entusiasmado com aquela resposta. "Tive sorte, estou entre seres deveras evoluídos" pensei comigo. Contudo, percebi que havia uma uniformidade entre eles, e que só era quebrada por uns tantos que tinham uma espécie de vestimenta avermelhada. Curioso, perguntei: "E aqueles ali, que se vestem de forma diferente dos demais?", ele respondeu: "Aqueles ali, existem justamente para manter essa ordem".
Então, um tanto mais desconfiado, continuei a minha viagem.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Bola pra frente

Deixemos de lado o que passou, o egoísmo, o rancor, a soberba: elevemo-nos!

Eis aqui uma frase da minha criança - Ah, saudade de minha criança, quem me dera sê-la em pleno espírito! - :



"Usamos sapatos porque criamos um mundo muito duro".


Esta é a epígrafe da minha vida.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Ai, ai, ai.

Bem que eu disse que a gelera não ia gostar da frase lá. Foi mal pra quem magoou. Entendo as relações de poder e as pressões que sofrem as pessoas que tentam viver de arte aqui na comarca, contudo, vejo que o governo acreano "gosta" de "confundir" Governo com Estado. É aí, é aí que começa a coisa. Políticas públicas de cultura, que são conquistas históricas do povo(muitos artistas sérios), passam a integrar a campanha do governo escarlate. E aqui vai mais mais uma flecha sem mel: o nosso querido governo rubro apenas joga restos aos artistas da comarca, o grosso fica com quem vem de fora. Até os mais ferrenhos bobos percebem isso - e tem muito bobo que fica meses trabalhando de graça, principalmente nessa época campanholesca, são uns heróis.

Acredito que, para fins de maior confusão ou não, devo definir o que considero como bobo da corte: não é toda pessoa da área artística que trabalha pro Estado - muitos têm uma visão crítica da coisa, e estão trabalhando para... para não, com, com a "corte", por questões objetivas; é sim, aquele que fica bajulando o governo (ou uma pessoa de cacife da tchurma vermelha) e não tem mesmo nem competência como artista. É triste, e têm muitos, pois eu vi - não sou cego.

Quero finalizar essa conversa de vez, sem mágoa, na paz; quero deixar claro que estou do lado dos artistas, e quero fechar dizendo mais sandices: O governo é em parte meu empregado, é todo, nosso empregado; não devemos temê-lo, e não me calarei vendo o lambe-lambe, a falta de meritocracia: não quero pagar imposto pra beneficiar puxa saco.

Por fim, como um relâmpago ordinário, veio-me a frase do dia e o fim deste texto infernal - incrível lampejo! - :

"Sou louco; não presto; tenho a maldição do nome; tenho boca, e ela é do inferno".

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Lá vai

E agora lá vai uma frase que tenho certeza que vai me complicar, mas eu não tô nem aí, afinal o nome do blog é Boca do Inferno, tenho mais é que manter essa reputação. Pois bem, lá vai:

"Aqui no Acre existem poucos artistas e muitos bobos da corte".

sábado, 6 de setembro de 2008

Lívia

Lívia quer viver sozinha
Trancada na sua solidão
Lívia não tem pressa não
E o dia lá fora
Parecia cinza


Lívia quer morrer sozinha
No seu quarto à meia-noite escura
Lívia não quer mais chorar
E tempo vai
Por que será?


Depois daquele dia, surgia
A dor e a alegria
Contemplando seu corpo
Lágrimas da luz
Oh, Lívia! Oh, Lívia!
Agora céu e mar
Já estão fora do lugar


E o tempo vai
Parecia cinza

Mais gota

Uma frase pra deixar no ar: "A inteligência está no espírito".

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Conta-gontas

Tô escrevendo pouco nesses dias, mas tenho uma desculpa plausível, estou doente... Bom, mas vou soltar umas palavrinhas a conta-gotas. Andei conversando pelo MSN com um amigo das antigas e me lembrei de umas frases que venho conhendo do limbo da vida há anos. Vou, como disse, colocá-las aos poucos, como se fosse o pensamento do dia, mas pra ser sincero, é mais por uma questão de conveniência, tanto por estar indisposto por motivos de saúde, como por não ter produzido um número considerável de frase, e destas, poucas são as que valem a pena ser reproduzidas. Chega de conversa. Aqui vai a primeira, em homenagem a um grande vocalista e compositor do rock acreano - querem que eu diga o nome? - pois é, é ele mesmo, Kílrio.

"Quem não for Pop que atire a primeira lata de Coca-Cola".

Eu sei eu sei eu sei, é uma paráfrase, mas serve. Até.