terça-feira, 9 de setembro de 2008

Ai, ai, ai.

Bem que eu disse que a gelera não ia gostar da frase lá. Foi mal pra quem magoou. Entendo as relações de poder e as pressões que sofrem as pessoas que tentam viver de arte aqui na comarca, contudo, vejo que o governo acreano "gosta" de "confundir" Governo com Estado. É aí, é aí que começa a coisa. Políticas públicas de cultura, que são conquistas históricas do povo(muitos artistas sérios), passam a integrar a campanha do governo escarlate. E aqui vai mais mais uma flecha sem mel: o nosso querido governo rubro apenas joga restos aos artistas da comarca, o grosso fica com quem vem de fora. Até os mais ferrenhos bobos percebem isso - e tem muito bobo que fica meses trabalhando de graça, principalmente nessa época campanholesca, são uns heróis.

Acredito que, para fins de maior confusão ou não, devo definir o que considero como bobo da corte: não é toda pessoa da área artística que trabalha pro Estado - muitos têm uma visão crítica da coisa, e estão trabalhando para... para não, com, com a "corte", por questões objetivas; é sim, aquele que fica bajulando o governo (ou uma pessoa de cacife da tchurma vermelha) e não tem mesmo nem competência como artista. É triste, e têm muitos, pois eu vi - não sou cego.

Quero finalizar essa conversa de vez, sem mágoa, na paz; quero deixar claro que estou do lado dos artistas, e quero fechar dizendo mais sandices: O governo é em parte meu empregado, é todo, nosso empregado; não devemos temê-lo, e não me calarei vendo o lambe-lambe, a falta de meritocracia: não quero pagar imposto pra beneficiar puxa saco.

Por fim, como um relâmpago ordinário, veio-me a frase do dia e o fim deste texto infernal - incrível lampejo! - :

"Sou louco; não presto; tenho a maldição do nome; tenho boca, e ela é do inferno".

Um comentário:

Joana farias disse...

A burguesia que se cuide, pois Gregório de Matos vive.