A tese que eu criei é que o intelectual não existe: ou todos são intelectuais ou ninguém o é! Mas muitos acreditam ser a palavra "intelectual" um grande adjetivo, daqueles de encher o peito; coisa que o diferencia dos demais. Pois bem, o intelectual é uma miragem, pois todos que são mentalmente saudáveis são intelectuais! Possuem intelecto! Têm capacidades e habilidades diversas! Mas diriam alguns que uns desenvolvem mais e outros menos o intelecto, ou que uns são alienados e outros são "libertos" - enfim, toda uma baboseira que os ditos intelectuais e os pseudo-intelectuais gostam de falar. Quanto à alienação, ela existe até no mais alto nível da dita intelectualidade - como nas rodas de filósofos de botequim. Tornam-se alienados aqueles que nunca saem das sombras dos outros: nunca têm uma idéia própria, nunca escrevem nada, não têm imaginação: é sempre citando alguém, é uma b... Acredito o que de fato exista é gente que priorize certas coisas em detrimento de outras, exemplo: o cara ao invés de assistir ao Big Brother vai ler um livro, busca outras informações que são mais relevantes para o entendimento do mundo e para agir sobre ele. Aí é que vem o perigo, pois nessa cultura de massa que nós presenciamos e vivemos, qualquer um que leia um punhadinho de livros já sente que está na "vanguarda do pensamento", podendo assim pisar nos outros, pois estes não possuem um intelecto tão aguçado quanto o dele. É um coitado, pois se aproveita de uma situação geral em que a população vive: sem opções, subnutrida fisicamente, emocionalmente e (não podia faltar) intelectualmente. Para concluir, aqui vai uma nova versão de um ditado popular: "Em terra de cego, quem tem um olho é .... caolho! Até.
2 comentários:
As coisas, em geral, não são perigosas... o perigo está no uso que se pode delas, quais quer que sejam. concordo com o Gregório, no tocante ao valor que ele dá ao cara que deixa de assistir ao Big Brother e vai ler um livro ao mesmo tempo que desconfia do cara que lê um livro apenas pra acumular pedantismo. vemos muitos desses em nossa sociedade. sobretudo na academia. pois muitos com seus conceitos "politicamente corretos" acabam se esquivando do enfrentamento com a realidade. e vivem numa eterna crítica a tudo, vivendo virtualmente de forma medíocre.
"subnutrida fisicamente, emocionalmente e (não podia faltar) intelectualmente."
Tive até fome agora.
Não li, ainda, a Divina Comédia e nem o Dom Quixote, e tem gente que me acha intelectual. Talvez seja porque li Shakespeare, e leia um artigo por semana na Folha de São Paulo. Me sinto uma anta. Pelos dois motivos: não ter lido Cervantes e ser chamado de intelectual. A esses dois pode-se acrescentar um terceiro: viver em um lugar onde um monte de gente passa fome.
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